O diretor de comunicação organizacional da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Flávio Santiago, se emocionou ao falar sobre a morte de três militares da corporação na queda de uma aeronave no Vale do Aço, nesta sexta-feira (9). Durante uma entrevista coletiva, o oficial teve dificuldade para conter as lágrimas ao relembrar o trabalho dos colegas e a importância das missões realizadas pela aviação policial.“Como eu falei, desculpe aqui a emoção, porque são 29 anos de corporação, são 11 anos na comunicação, mas a coletiva mais difícil para mim”, afirmou Santiago.As vítimas são o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, e as tenentes Emília e Alice, ambas na faixa dos 30 anos. Os três integravam o Comando de Aviação do Estado (ComAvE) e morreram após a queda do avião da PMMG, identificado como Pégasus 17.Ao falar sobre os militares, o coronel destacou o trabalho desempenhado pela equipe ao longo dos anos, principalmente nas missões de transporte de órgãos para transplantes e no apoio às operações policiais.“Nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo. A atividade policial militar aérea é extremamente necessária para o apoio terrestre, como também para o salvamento de vidas”, disse.Durante a coletiva, Flávio Santiago relembrou que os pilotos da corporação participaram de operações importantes para a população mineira, como as ações de resgate em Brumadinho e Mariana e os trabalhos realizados durante a pandemia de Covid-19.O coronel também destacou a atuação dos militares no transporte de órgãos, uma atividade que exige agilidade para que os transplantes sejam realizados dentro do tempo necessário.“Foram muitas, inúmeras, centenas, milhares de de famílias atingidas pela capacidade dos nossos ases indomáveis”.Gabriel Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anosA primeira-tenente Gabriel Emília era mãe de duas crianças pequenas e havia acabado de retornar da licença-maternidade. Ela foi a primeira mulher em Minas Gerais habilitada como piloto de aeronaves de asas fixas do Comando de Aviação do Estado (ComAvE), da Polícia Militar.Na quinta-feira (8), um dia antes do acidente, a corporação publicou uma homenagem à oficial nas redes sociais, celebrando seu retorno às atividades após a licença-maternidade.“Depois de uma pausa para viver um dos momentos mais importantes de sua vida, a Tenente Emília retorna aos céus. Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar.Três papéis, uma só mulher — e uma coragem que vai muito além do voo.Bem-vinda de volta, Tenente Emília", escreveu a PMMG.Luiz Fernando Silvestre, de 49 anosO tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre também morreu na queda da aeronave. Natural de Belo Horizonte, ele tinha 49 anos e integrava a Polícia Militar de Minas Gerais. O tenente-coronel deixa a esposa e três filhos.Alice dos Santos, de 34 anosA tenente Alice dos Santos tinha 34 anos, era natural de Governador Valadares, no Leste de Minas, e também estava a bordo da aeronave. Ela não tinha filhos e, assim como Gabriel Emília, acumulava mais de 300 horas de voo.A aeronave da Polícia Militar, um King Air B300, identificado como Pégasus 17, de prefixo PP-EJO, caiu pouco depois de decolar do Aeroporto Regional do Vale do Aço, na tarde desta sexta-feira (9).Com a queda, o avião explodiu e formou uma grande coluna de fumaça preta, visível a distância. Duas viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência.O acidente aconteceu às margens do córrego Garrafinha, entre o muro do aeroporto e o loteamento Cidade Jardim, em Santana do Paraíso.Horas antes, a aeronave havia decolado do hangar da PMMG no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. O avião era utilizado pela corporação em missões como o transporte de órgãos para transplantes.Em nota, a “Força Aérea Brasileira (FAB)” informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram mobilizados para acompanhar o caso. “Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) — órgão regional do CENIPA, com sede no Rio de Janeiro (RJ) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PP-EJO, na Região Metropolitana do Vale do Aço (MG)”, diz o comunicado.“Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”, completa o texto.O Governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias em todo o território mineiro em solidariedade aos familiares e amigos das vítimas do acidente. “O Governo de Minas manifesta profundo pesar pela morte de três policiais militares no acidente aéreo ocorrido na tarde desta sexta-feira”, disse o executivo estadual em nota.“Os militares estavam no exercício de suas funções institucionais, às quais dedicaram suas trajetórias com compromisso, profissionalismo e espírito de serviço à população mineira. No momento, estavam em voo de treinamento periódico e obrigatório de rechecagem de habilitação, previsto no plano de treinamento operacional da PMMG”.“Em sinal de respeito e homenagem à memória dos militares, o Governo do Estado decretará luto oficial de três dias em todo o território mineiro a partir desta sexta-feira (9)”.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

‘Ases indomáveis’: coronel da PMMG se emociona ao lamentar morte de três militares em queda de avião
‘Ases indomáveis’: coronel da PMMG se emociona ao lamentar morte de três militares em queda de avião · Imagem: Source: noticias.r7.com
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