Brooklyn Marris tinha 17 meses quando uma infecção associada ao consumo de leite de cabra cru levou a uma internação de 11 dias e a três paradas cardíacas. O caso ocorreu em junho de 2025 na Califórnia, nos Estados Unidos, e começou com diarreia e vômitos, que passaram de amarelos a esverdeados. Segundo o relato publicado nas redes sociais, a menina foi diagnosticada com uma infecção por Escherichia coli produtora de toxina Shiga, conhecida pela sigla STEC, e com síndrome hemolítico-urêmica (SHU). A investigação apontou para o leite cru, que não passa pela pasteurização, um tratamento com calor que elimina bactérias capazes de causar doenças.Durante a internação, ela ficou sete dias sem produzir urina e precisou de tratamentos para substituir a função dos rins. Leia também SaúdeMédicos descobrem câncer em criança após confundir sinais com infecção SaúdeMudanças em UTI Neonatal reduzem infecção grave em bebês prematuros Distrito FederalEscudo materno: a vacina que afasta bebês da UTI com anticorpos da mãe SaúdeFator genético é o principal causador de alergias alimentares em bebês Dos primeiros sintomas à internaçãoA cronologia compartilhada na postagem indica que Brooklyn apresentou diarreia leve entre 31 de maio e primeiro de junho. No dia dois, começou a vomitar, e a família entrou em contato com o médico que a acompanhava.No dia seguinte, a menina quase não ingeria líquidos e passou a vomitar bile amarela. Em quatro de junho, o líquido ganhou uma coloração descrita no relato como verde-azulada, e o médico encaminhou a criança ao pronto-socorro.Os exames de sangue indicaram síndrome hemolítico-urêmica. A doença grave se manifesta por meio de uma tríade de sinais e sintomas: anemia hemolítica microangiopática (ruptura dos glóbulos vermelhos), trombocitopenia (redução das plaquetas) e lesão renal aguda.Esses sintomas podem surgir independentemente ou após episódios de diarreia com sangue. Brooklyn precisou ser intubada para a colocação de um cateter de diálise para iniciar o tratamento.Três paradas cardíacas durante o tratamentoDe acordo com a postagem, os médicos tentaram retirar a menina do ventilador em seis de junho, mas ela não despertava. A equipe também identificou uma infecção por Streptococcus pneumoniae e iniciou antibióticos.Como Brooklyn continuava sem recuperar a consciência, foi submetida a uma ressonância magnética no dia sete para investigar um possível inchaço cerebral. O relato informa que, antes de uma punção lombar planejada para investigar meningite, ela sofreu três paradas cardíacas.Brookie recuperou a consciência naquela noite. No dia oito, foi confirmada a presença da bactéria E. coli O157:H7, e, segundo a cronologia, os antibióticos foram suspensos. A diálise continuou nos dias seguintes, enquanto a equipe acompanhava alterações na frequência cardíaca e tratava a pressão alta.Por que o quadro afetou os rinsA síndrome hemolítico-urêmica pode provocar pequenos coágulos nos vasos sanguíneos dos rins e comprometer o funcionamento dos órgãos.Finalmente em 11 de junho, Brooklyn voltou a se alimentar e começou a produzir urina. No dia seguinte, deixou a UTI pediátrica e foi transferida para a enfermaria. A alta hospitalar ocorreu em 15 de junho.Na atualização compartilhada, a função renal continuava melhorando, e uma consulta de acompanhamento havia permitido reduzir a medicação para a pressão arterial. Em 10 de julho, a menina recebeu um kit de cuidados, com uma boneca que se tornou sua companheira.Segundo a mãe, Emily, Brooklyn passou a reproduzir nas brincadeiras os cuidados que recebia, dando à boneca o “remédio bom”, como fazia durante a própria recuperação.








