Espalhados pelas cinco regiões do país, os 27 Institutos SENAI de Inovação formam uma rede voltada à transformação de conhecimento científico e tecnológico em produtos, processos e soluções que possam ser utilizados pela indústria. Atualmente, a estrutura reúne mais de 1,7 mil pesquisadores e atua em diferentes setores industriais.A proposta é aproximar dois universos que nem sempre caminham na mesma velocidade: a produção de conhecimento, tradicionalmente associada às universidades e centros de pesquisa, e as necessidades concretas das empresas. Na prática, os institutos funcionam como uma ponte entre esses ambientes, desenvolvendo projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) voltados a desafios específicos do setor produtivo.Os ISIs são unidades do SENAI especializadas em pesquisa aplicada, modalidade que busca transformar conhecimento científico em soluções com possibilidade de aplicação prática. Diferentemente de uma pesquisa voltada apenas à produção acadêmica, o trabalho dos institutos parte também de problemas encontrados pela indústria e busca desenvolver tecnologias que possam chegar ao mercado.A rede conta com unidades especializadas em diferentes áreas, como biomassa, biotecnologia, materiais avançados, manufatura, sistemas de sensoriamento, tecnologias digitais, energia e saúde, entre outras. Os institutos estão próximos de complexos industriais e universidades, o que facilita a interação entre pesquisadores, empresas e instituições de ciência e tecnologia.Essa estrutura permite que uma empresa que tenha um desafio tecnológico possa recorrer aos pesquisadores e à infraestrutura dos institutos para estudar alternativas, desenvolver protótipos, realizar testes e buscar caminhos para transformar uma ideia em uma solução industrial.Desde a criação da rede, os institutos já desenvolveram milhares de projetos de PD&I. Dados do SENAI indicam mais de 3,6 mil projetos realizados, com participação de mais de 1,4 mil empresas e mais de 3,5 bilhões de reais mobilizados em projetos de inovação.A diversidade dos projetos ajuda a mostrar que inovação industrial não significa apenas robôs e linhas de produção automatizadas. A pesquisa realizada nos institutos também alcança setores diretamente relacionados ao cotidiano da população.Na área da saúde, por exemplo, a rede desenvolveu iniciativas relacionadas a testes diagnósticos, biocurativos, medicamentos, equipamentos e outras tecnologias. Durante a pandemia de Covid-19, os institutos participaram de projetos para ampliar a capacidade nacional de desenvolvimento e produção de soluções para o enfrentamento da doença.A atuação também se estende à chamada bioeconomia. Projetos desenvolvidos pelos institutos trabalham com o aproveitamento de biomassa, produção de bioinsumos, novos materiais e processos capazes de substituir matérias-primas de origem fóssil. A área ganha relevância diante da busca da indústria por alternativas que combinem competitividade, inovação e redução de impactos ambientais.A transição para uma economia de baixo carbono é outro desafio que mobiliza os Institutos SENAI de Inovação. A rede desenvolve projetos relacionados a biocombustíveis, energias renováveis, eletrificação, novos materiais, economia circular e descarbonização de processos industriais.Um exemplo está no setor automotivo. Projetos desenvolvidos no âmbito de programas de inovação para a cadeia de veículos buscam soluções para reduzir emissões e aumentar a eficiência dos sistemas de transporte. Entre eles está o desenvolvimento de um sistema regenerativo elétrico para caminhões de carga, criado em parceria com empresas e instituições de pesquisa. A tecnologia passou a ser comercializada em 2022.Em outra frente, os institutos também trabalham no desenvolvimento de tecnologias para captura e aproveitamento de carbono, buscando transformar o CO₂ capturado em matéria-prima para novos produtos e materiais.Mais do que laboratórios de alta tecnologia, os Institutos SENAI de Inovação representam uma estrutura para aproximar ciência, indústria e mercado. São espaços onde pesquisadores, empresas, universidades e instituições de fomento podem trabalhar conjuntamente na busca por soluções para problemas que vão da saúde à energia, da transformação digital à sustentabilidade.Com presença nacional e especialização em diferentes áreas do conhecimento, a rede integra a estratégia do Sistema Indústria de fortalecer a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a competitividade da indústria brasileira.“Em um momento em que países e empresas disputam espaço em tecnologias estratégicas, transformar conhecimento em soluções produzidas no Brasil pode ser um dos caminhos para agregar valor à produção nacional e preparar a indústria para os desafios das próximas décadas. E o SENAI, por meio dessa rede de institutos, tem contribuído para isso”, destaca o diretor geral do SENAI, Leone Andrade.Oferecimento: Sistema Indústria

Da pesquisa ao mercado: como os Institutos SENAI de Inovação ajudam a transformar desafios da indústria em tecnologia
Da pesquisa ao mercado: como os Institutos SENAI de Inovação ajudam a transformar desafios da indústria em tecnologia · Imagem: Source: noticias.r7.com
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Dessiré Soares da Silva, pesquisadora industrial do Instituto SENAI de Inovação em Biomassa em Três Lagoas - MS. Gabriel Pinheiro / CNI
Dessiré Soares da Silva, pesquisadora industrial do Instituto SENAI de Inovação em Biomassa em Três Lagoas - MS. Gabriel Pinheiro / CNI · Imagem: Dessiré Soares da Silva, pesquisadora industrial do Instituto SENAI de Inovação em Biomassa em Três Lagoas - MS. Gabriel Pinheiro / CNI
Da pesquisa ao mercado: como os Institutos SENAI de Inovação ajudam a transformar desafios da indústria em tecnologia
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