Farouk Osman Hamadallah (em árabe: فاروق عثمان حمدالله; desconhecido – 28 de julho de 1971) foi um oficial militar e político sudanês que desempenhou um papel central no breve alinhamento socialista do país após o golpe de estado de 1969.
Carreira política Hamadallah foi um membro proeminente do Movimento dos Oficiais Livres do Sudão e um dos principais arquitetos do golpe de maio de 1969 que levou o coronel Gaafar Nimeiry ao poder. Após o golpe, ele foi nomeado para o Conselho Nacional de Comando Revolucionário (CCR) e serviu como Ministro do Interior. Durante os primeiros anos do regime militar, o governo manteve uma frágil "aliança progressista" com o Partido Comunista Sudanês (PCS). No entanto, à medida que as disputas ideológicas sobre política econômica e integração regional se intensificavam, Nimeiry agiu para consolidar seu próprio poder e expurgar os elementos esquerdistas do aparato estatal. Em novembro de 1970, Hamadallah, ao lado de seus colegas oficiais de esquerda Hashem al-Atta e Babikir al-Nur Osman, foi abruptamente demitido do CCR e destituído de suas funções ministeriais.
Golpe de 1971 e execução Em julho de 1971, oficiais militares alinhados aos comunistas liderados por Hashem al-Atta organizaram um golpe que tomou o poder com sucesso em Cartum por três dias. Na época do levante, Hamadallah e Babikir al-Nur estavam em Londres, onde Hamadallah havia acompanhado al-Nur para tratamento médico. O novo conselho revolucionário nomeou al-Nur como o novo chefe de Estado e Hamadallah como seu vice. Embora o golpe inicialmente não tenha enfrentado resistência militar, faltava-lhe amplo apoio popular entre o público sudanês e atraiu hostilidade imediata dos países vizinhos, particularmente Egito e Líbia. Para assumir seus novos papéis de liderança, os dois oficiais embarcaram em um voo comercial regular da BOAC de volta ao Sudão. No entanto, em uma intervenção decisiva contra a tomada do poder pelos comunistas, o líder líbio Muammar Gaddafi ordenou que caças interceptassem o avião comercial britânico em pleno ar, forçando-o a pousar em Bengasi. Hamadallah e al-Nur foram detidos por autoridades líbias. Após o colapso do golpe em Cartum e a reintegração de Nimeiry, Gaddafi extraditou os dois homens de volta ao Sudão. Hamadallah foi condenado por traição por um tribunal militar sumário e executado por um pelotão de fuzilamento em Cartum no final de julho de 1971.
Notas
Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Farouk Osman Hamadallah», especificamente desta versão.
Referências
Fontes consultadas
Fontes acadêmicas Korn, David A. (1993). Assassination in Khartoum. Bloomington: Indiana University Press. ISBN 978-0253332028 Niblock, Tim (1987). Class and Power in Sudan: The Dynamics of Sudanese Politics, 1898–1985. London: Palgrave Macmillan. ISBN 978-1-349-08836-2 Reich, Bernard (1990). Political Leaders of the Contemporary Middle East and North Africa: A Biographical Dictionary. [S.l.]: Greenwood Publishing Group. ISBN 9780313262135 Shillington, Kevin (2005). Encyclopedia of African History. 1. New York: Fitzroy Dearborn. ISBN 978-1-57958-245-6
Fontes noticiosas The Southeast Missourian (23 de julho de 1971). «Execute Leaders of Sudan Coup». The Southeast Missourian. Cape Girardeau, Missouri. Consultado em 25 de março de 2026 The Telegraph (1 de junho de 2009). «Gaafar al-Nimeiry». The Telegraph. Consultado em 25 de março de 2026

