O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, depôs nesta terça-feira (6/10) à Polícia Federal no inquérito que investiga as fraudes do Banco Master. O depoimento foi na condição de testemunha. Não foram divulgadas informações sobre o teor do depoimento.Galípolo foi o responsável por decretar a liquidação do Master, em novembro do ano passado. A oficialização ocorreu no mesmo dia da primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes na instituição financeira.A investigação indicou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tinha ligações próximas com servidores da alta cúpula do Banco Central. Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, são suspeitos de terem recebido cerca de R$ 12 milhões em propinas. Os dois foram afastados das funções no início de 2016. Leia também São Paulo“O Brasil não vai para frente com milicianos e a orgia do Master”, diz Lula Andreza Matais“Vai aprontar”: após Caso Master, Kassio pode dar troco e soltar Bolsonaro Manoela AlcântaraBolsonaro pede anulação da condenação e cita falas de Moraes no Caso Master Manoela AlcântaraMaster: Gilmar quer suspender julgamento até STF mapear ministros citados Em depoimento à PF em agosto, Vorcaro disse que “o Banco Central como um todo” mantinha uma “postura de concordância e incentivo à conclusão da fusão” entre o Master e o Banco de Brasília (BRB), inclusive Galípolo. A fusão não foi aprovada pelo Banco Central. “Eu sei qual era a postura do Banco Central como um todo. Não somente do Paulo Sérgio, como do diretor Ailton, como do próprio presidente Galípolo. A todo momento, era uma postura de concordância e incentivo à conclusão da fusão”, disse ele, em depoimento obtido pela coluna Andreza Matais.







