Belo Horizonte – A audiência de conciliação entre os sindicatos que representam professores e escolas particulares terminou sem acordo nesta segunda-feira (21/9), no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG). O impasse envolve a negociação de uma nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para os docentes da rede particular.Segundo o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), que representa os trabalhadores, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) apresentou uma proposta para a assinatura de uma única convenção coletiva, mas condicionou o acordo à alteração de duas cláusulas.Entre as mudanças defendidas pelo sindicato patronal estão o fim da isonomia salarial e a alteração das regras referentes à indenização em casos de redução da carga horária dos professores.De acordo com o Sinpro Minas, as duas propostas já foram rejeitadas anteriormente pela categoria. O sindicato informou, porém, que as condições apresentadas na audiência serão levadas novamente aos professores durante uma assembleia marcada para esta terça-feira (22/9). Leia também Minas GeraisProfessores de escolas particulares mantêm greve em BH Minas GeraisGreve: professores de BH denunciam intimidação e Sinpro aciona o MPT Minas GeraisProfessores de escolas particulares de BH entram em greve Minas GeraisProfessores de escolas particulares de BH discutem greve nesta quinta Greve será discutida em nova assembleiaA assembleia está marcada para as 9h30, no auditório da Fundac, na rua Diamantina, 463, no bairro Lagoinha, em Belo Horizonte.Os professores deverão avaliar a proposta apresentada na audiência e decidir sobre a continuidade do movimento grevista.Sem acordo entre as partes na audiência desta segunda-feira (21/9), o impasse deverá seguir para julgamento no Tribunal Regional do Trabalho. Até o momento, não há data definida para o julgamento.A negociação envolve a definição das condições de trabalho dos professores da rede particular de ensino e ocorre em meio à paralisação da categoria.O Sinepe-MG foi acionado, mas até a publicação dessa reportagem não havia respondido à demanda do Metrópoles. O espaço segue aberto.







