Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Mercado reage à reeleição de Lula; ETF brasileiro cai mais de 26% em NY
Mercado reage à reeleição de Lula; ETF brasileiro cai mais de 26% em NY · Imagem: Source: www.estadao.com.br

O Ibovespa inicia a semana sob o impacto das eleições presidenciais de 2026, com reprecificação de ativos brasileiros. Investidores ajustam expectativas sobre política fiscal e economia. O Banco Central divulga o Boletim Focus e dados de transações correntes. Na sexta, o Ibovespa subiu 0,47%, com Petrobras e Vale em alta. O dólar caiu 0,92%. O IPCA-15 surpreendeu positivamente, mas pressões sobre alimentos e combustíveis persistem. Em Nova York, índices caíram devido à alta do petróleo e preocupações com IA.

Mercado reage à reeleição de Lula; ETF brasileiro cai mais de 26% em NY
Mercado reage à reeleição de Lula; ETF brasileiro cai mais de 26% em NY · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Lula foi reeleito presidente do Brasil com 51,8% dos votos válidos, derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL) no pleito realizado neste domingo, 25. Foto:Tiago Queiroz/Estadão Foto: tiago queiroz/Estadao

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O Ibovespa hoje inicia a semana sob forte pressão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Antes da abertura da Bolsa brasileira, ativos do País negociados em Nova York registravam quedas expressivas .

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Às 7h41, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, caía 26,6%. O fundo replica uma carteira de ações do País e costuma funcionar como uma referência para o comportamento dos ativos brasileiros antes da abertura da B3.

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Entre os ADRs — recibos negociados nos Estados Unidos que representam ações de empresas estrangeiras —, Petrobras recuava 23,17%, Vale caía 3,23% e Ambev perdia 16,06%. No setor bancário, as perdas são ainda maiores: Itaú e Bradesco cediam 27,61% e 28,75%, respectivamente.

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Lula foi reeleito presidente do Brasil com 51,8% dos votos válidos, derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL) no pleito realizado neste domingo, 25.

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- Lula reeleito: o que o mercado vai cobrar do novo governo?

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A confirmação do quarto mandato do petista recoloca a política fiscal no centro das atenções dos investidores. Depois de semanas marcadas pelo chamado trade eleitoral, o mercado passa agora a ajustar as expectativas para a condução das contas públicas, o comportamento dos juros e os rumos da economia nos próximos quatro anos.

Economistas ouvidos pelo Broadcast avaliam que a intensidade e a duração da reação dos ativos dependerão principalmente dos primeiros sinais de credibilidade dados pelo novo governo. Entre os pontos que entram no radar estão a composição da equipe econômica, eventuais mudanças no arcabouço fiscal e medidas para conter o avanço da dívida pública.

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A economista do Peterson Institute e conselheira do Cebri, Monica de Bolle, resume o desafio como um problema de confiança. Na avaliação dela, o governo precisará do apoio do mercado para avançar em um cenário de Congresso recém-eleito e ambiente internacional mais adverso.

De Bolle considera que o atual arcabouço fiscal “já está meio morto” e precisaria passar por uma revisão urgente. Ela defende um anúncio com impacto relevante sobre as contas públicas e cita como possibilidades a redução de desonerações e a reversão de gastos tributários. Para a economista, uma medida capaz de sinalizar compromisso fiscal deveria ter impacto de pelo menos R$ 40 bilhões.

Para a economista-chefe da Lifetime, Marcela Kawauti, a reeleição faz o mercado voltar a olhar o fiscal com preocupação, após um terceiro mandato marcado por aumento do endividamento e sucessivas exceções dentro do arcabouço. A consequência, segundo ela, pode aparecer no câmbio, com estimativas entre R$ 5,50 e R$ 6,00 em 2026 e 2027.

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Já o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, considera provável algum ajuste fiscal, embora mais moderado do que seria sob um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Ele projeta um dólar mais próximo de R$ 5,40 de forma sustentada em 2027 e avalia que o desempenho dos ativos dependerá de como o governo vai se organizar e do que conseguirá aprovar.

André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, também considera necessário reordenar as contas públicas, mas defende que o processo ocorra de forma gradual. Na visão dele, maior previsibilidade fiscal tende a favorecer juros e câmbio, e uma reação negativa inicial dos mercados pode perder força à medida que medidas concretas sejam apresentadas.

Além do fiscal, o mercado também deve acompanhar a composição da nova equipe econômica e as indicações para o Banco Central.

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O diretor de Pesquisa Econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, avalia que a “duração e a intensidade” do ajuste dos preços de mercado dependerão das primeiras sinalizações do novo governo. As atenções estarão voltadas principalmente para o novo ministério, a equipe econômica, as diretorias vagas do Banco Central e as futuras indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Oliveira, esses nomes ajudarão a definir a percepção dos investidores sobre a orientação da política econômica, a qualidade institucional e o compromisso com a estabilidade macroeconômica.

Kawauti também chama a atenção para a renovação de cadeiras na diretoria do BC, com duas vagas já no horizonte e outras duas previstas para janeiro. Segundo ela, isso deixaria quase metade do Comitê de Política Monetária (Copom) indicada pelo presidente.

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Na prática, o mercado tende a incorporar essas decisões ao prêmio de risco enquanto tenta antecipar o grau de continuidade ou mudança na condução da política monetária.

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Além da reação à eleição, investidores acompanham indicadores econômicos nesta segunda-feira.

O Banco Central divulga, às 8h25 (de Brasília), uma nova edição do Boletim Focus, com as projeções do mercado financeiro para inflação, Selic, câmbio e crescimento econômico. O relatório ganha importância após o IPCA-15 de outubro registrar alta de 0,32%, abaixo da mediana esperada de 0,44%.

Às 8h30, o BC apresenta os dados de transações correntes e investimento estrangeiro direto referentes a setembro. Os indicadores ajudam a avaliar as necessidades de financiamento externo do Brasil e a capacidade do País de atrair capital de longo prazo.

Ainda no calendário doméstico, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga, às 8h, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de outubro, que mede a percepção das famílias sobre a situação econômica atual e suas expectativas para os próximos meses.

*Com informações do Broadcast

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Bolsa encara primeiro teste após eleições e mercado prevê forte reação. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

O que movimentou o Ibovespa na sexta-feira (23)

No último pregão antes do segundo turno, o Ibovespa avançou 0,47%, aos 205.082,56 pontos, recuperando as perdas registradas no início da sessão. O dólar à vista recuou 0,92% frente ao real, cotado a R$ 4,9931, enquanto o EWZ, principal ETF (fundo de índice) de ações brasileiras negociado em Nova York, subiu 1,77%.

Entre as principais ações da B3, os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 0,79% e 1,47%, respectivamente, acompanhando a valorização do petróleo no exterior. Já a Vale (VALE3) subiu 0,67%, em uma sessão de leve alta do minério de ferro em Singapura.

Na sexta, o Brent para dezembro avançou 3,14%, a US$ 116,72 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês subiu 3,82%, a US$ 103,27.

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Em Nova York, os principais índices acionários encerraram a sexta-feira em queda, pressionados pela valorização do petróleo e pelas preocupações com o setor de inteligência artificial. O Dow Jones recuou 1,24%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq cederam 0,52% e 0,21%, respectivamente.

A seguir, confira a agenda desta segunda-feira (26):

Fonte: Investing.com

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