Uma operação de inteligência deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), reduziu — de acordo com os promotores — em 64,8% a taxa diária de registros de celulares roubados e furtados que eram transportados covil do crime na Rua Guaianases, nos Campos Elíseos, centro da capital paulista.A investigação baseou-se no mapeamento fornecido pelas próprias vítimas em Boletins de Ocorrência (B.O.). Ao acionarem ferramentas de rastreamento em tempo real — como Apple Buscar/iCloud e Samsung SmartThings —, os proprietários indicavam coordenadas precisas apontando para imóveis da região logo após os crimes patrimoniais.No dia 10 de setembro de 2026, forças de segurança cumpriram diversos mandados judiciais de busca e apreensão ao longo da via. Leia também São PauloMPSP pede esclarecimentos sobre programa de educação do governo que usa IA São PauloMPSP denuncia vereador do PT e mais 20 por lavar dinheiro para o PCC São PauloMPSP recorre de decisão que soltou bombeiro após morte de estudante São PauloCaso Larissa: MPSP denuncia soldado da PM por feminicídio de esposa Redução e migração de esquema de celulares roubadosAntes da intervenção policial, em um intervalo de 36 dias, foram registradas 39 ocorrências vinculadas à via (média de 1,08 B.O. por dia). Os sinais de GPS concentravam-se principalmente no trecho entre os números 50 e 100 — apontado no relatório policial como o “epicentro operacional crítico” da rede de receptação de celulares roubados, onde criminosos realizavam a triagem dos aparelhos, o desmanche de peças e invasões a aplicativos bancários.Nos 25 dias seguintes à operação, o total de registros despencou para 10 ocorrências. Embora a ação policial tenha reduzido drasticamente os chamados nos locais, os dados de inteligência revelaram que a prática criminosa sofreu uma “pulverização”: a receptação manteve atividade residual em pontos antigos e passou a migrar para novos endereços na mesma rua.








