Os Protestos no Irão em 20 de junho de 1981 (também conhecidos como Protestos 30 Khordad de 1360 (calendário persa) foi um protesto anti República Islâmica organizado pela Organização dos Mujahidin do Povo Iraniano em várias cidades iranianas como resposta ao impeachment do então presidente Abolhassan Bani-Sadr.
Contexto Em 14 de junho de 1980, o aiatolá Khomeini iniciou uma ordem para "purificar" o ensino superior removendo elementos ocidentais, liberais e de esquerda, levando ao encerramento de universidades, proibição de uniões estudantis e ocupações violentas dos campi universitários. Após a revolução de 1979, o MEK começou a ganhar popularidade entre os estudantes universitários. Durante a Revolução Cultural Iraniana, clérigos impuseram políticas para islamizar a sociedade iraniana, incluindo a expulsão de académicos críticos, a repressão de grupos políticos seculares e a perseguição a intelectuais e artistas. Essas medidas provocaram protestos em larga escala em todo o país. No último dia das eleições, Massoud Rajavi reuniu-se com o presidente Abolhassan Banisadr, reclamando que o Partido Republicano Islâmico e seus apoiadores do Hezbollah estavam intimidando sistematicamente eleitores, interrompendo comícios, agredindo trabalhadores de campanha e incendiando urnas. O MEK então chegou a duas conclusões principais: primeiro, que tinham apoio popular suficiente para atuar como oposição ao Partido Republicano Islâmico; e segundo, que o PRI não permitiria que eles atuassem como oposição. O grupo começou a entrar em conflito com o Partido Republicano Islâmico, que governava, evitando críticas diretas e abertas a Khomeini. O MEK, por sua vez, foi suprimido pelas organizações revolucionárias de Khomeini. Em resposta ao impeachment de Banisadr, o MEK organizou um protesto em larga escala contra Khomeini em 20 de junho de 1981, com a intenção de derrubar o regime. Grandes multidões reuniram-se em várias cidades, com o protesto só em Teerã atraiu até 500.000 pessoas. Clérigos de destaque proclamaram que manifestantes seriam considerados "inimigos de Deus" e enfrentariam execução imediata independentemente da idade. Isso marcou o início dos Massacres do Irã de 1981–1982, liderados pelo governo islâmico. Em 20 de junho de 1981, protestos tiveram lugar em Teerã, Isfahan, Urmia, Xiraz, Arak, Ahvaz e Bandar Abbas. Os protestos em Teerã estavam concentrados no centro da cidade e em áreas como a rua Enghelab, a praça Ferdowsi, a praça Moniriyeh, a rua Taleghani e a rua Vali Asr. O governo respondeu rapida e violenntamente. Na área ao redor da Universidade de Teerã, 50 pessoas foram mortas, 200 feridas e 1.000 detidas, superando a intensidade da maioria dos confrontos de rua durante a Revolução Islâmica. 23 manifestantes também foram executados por pelotões de fuzilamento, com meninas adolescentes entre as que foram executadas. De 24 a 27 de junho, o regime executou mais 50 pessoas. O número relatado de execuções aumentou para "600 em setembro, 1700 em outubro e 2500 em dezembro." Inicialmente, o regime exibiu publicamente os corpos e se orgulhou de declarar a execução de famílias inteiras, "incluindo filhas adolescentes e avós de 60 anos." Poucos dias antes do protesto, Asadollah Lajevardi ordenou a prisão de Massoud Rajavi e Mousa Khiabani; mas as forças de segurança não conseguiram localizá-los.
Notas Este artigo é baseado na tradução do mesmo artigo na versão inglesa da Wikipédia
Referências

