Mirelle Pinheiro

Também conhecido como Maurício Jahu, o homem é investigado pelo desaparecimento de cerca de R$ 900 milhões de mais de 3 mil clientes

Giovanna Sfalsin, Mirelle Pinheiro
24/09/2026 10:20, atualizado 24/09/2026 10:21
Reprodução
José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu, que voltou a ser preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (24/9), em São Paulo, é ex-jogador de vôlei e teve passagens pela Seleção Brasileira na década de 1980. Ele também trabalhou por cerca de 20 anos como apresentador da ESPN Brasil.
Um dos ex-sócios da Naskar Gestão Ltda., ele é investigado pelo desaparecimento de cerca de R$ 900 milhões de mais de 3 mil clientes.
Volpato havia deixado a prisão no início deste mês, após a Justiça do DF revogar a prisão preventiva dele e também dos ex-sócios Marcelo Liranco Arantes e Rogério Vieira. O caso envolvendo o golpe da Naskar foi revelado pelo Metrópoles.
A coluna apurou que a nova prisão ocorreu após o ex-sócio descumprir as medidas impostas pela Justiça para permanecer em liberdade. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, ele tentou movimentar uma conta bancária, apesar das restrições determinadas no processo.
Ao autorizar a soltura do trio, em 3 de setembro, o juiz Aimar Neres de Matos estabeleceu oito medidas cautelares. Entre elas, estava a suspensão do exercício de atividades empresariais e financeiras relacionadas aos fatos investigados. Também foram mantidos bloqueios, arrestos e indisponibilidades de patrimônio anteriormente estabelecidos pela Justiça.
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A decisão ainda proibia os investigados de manter contato com vítimas, testemunhas e outras pessoas relacionadas ao caso, acessar empresas envolvidas na apuração, deixar a comarca sem autorização judicial e determinava recolhimento domiciliar durante a noite e nos dias de folga.
Volpato, conhecido como Maurício Jahu, é ex-jogador de vôlei e teve passagens pela Seleção Brasileira na década de 1980. Ele também trabalhou como apresentador da ESPN Brasil por cerca de 20 anos antes de atuar no mercado financeiro.
Caso Naskar
A Naskar Gestão de Ativos chegou a manter sede no Distrito Federal e posteriormente passou a funcionar em São Paulo. A empresa captava recursos de clientes com a promessa de rendimento de 2% ao mês.
Segundo a investigação, a empresa operou durante aproximadamente 13 anos até deixar de pagar os rendimentos aos clientes em maio. Mais de 3 mil investidores teriam sido atingidos, com prejuízos estimados em aproximadamente R$ 900 milhões.
Volpato, Marcelo Liranco Arantes e Rogério Vieira foram presos em São Paulo durante a investigação. Eles permaneceram cerca de um mês detidos até serem soltos em setembro.
Na decisão que colocou os três em liberdade, o juiz considerou, entre outros fatores, que a investigação havia sido formalmente encerrada em 28 de agosto e que celulares, computadores, documentos e outros materiais de interesse já estavam apreendidos.
O magistrado também registrou, naquele momento, que não havia notícia de tentativa de interferência na investigação, constrangimento de testemunhas ou risco concreto de fuga. A liberdade, no entanto, ficou condicionada ao cumprimento das medidas cautelares.

