Alfredo Henrique

PM da Rota fardado - Metrópoles
PM da Rota fardado - Metrópoles · Imagem: Reprodução/Instagram

Rota terá 15 dias para fornecer câmeras e GPS de ação envolvendo acusado; Corregedoria também deverá entregar apuração sobre abusos

Rota terá de entregar câmeras após réu do caso Pimentel alegar tortura - destaque galeria
Rota terá de entregar câmeras após réu do caso Pimentel alegar tortura - destaque galeria · Imagem: Source: www.metropoles.com

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Rota terá de entregar câmeras após réu do caso Pimentel alegar tortura - imagem 2
Rota terá de entregar câmeras após réu do caso Pimentel alegar tortura - imagem 2 · Imagem: Source: www.metropoles.com

28/09/2026 04:30

Arte/Alfredo Henrique/Metrópoles
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Rota terá de entregar câmeras após réu do caso Pimentel alegar tortura - imagem 4
Rota terá de entregar câmeras após réu do caso Pimentel alegar tortura - imagem 4 · Imagem: Source: www.metropoles.com

A Justiça determinou que as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) entregue imagens de câmeras corporais, registros audiovisuais das viaturas e dados de GPS de uma ação envolvendo um dos réus pelo atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos. A medida foi tomada após Carlos Roberto Ferreira alegar ter sido vítima de agressões e tortura praticadas por policiais da tropa de choque da Polícia Militar paulista.

Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota baleado. Irmão de Eloá Pimentel
Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota baleado. Irmão de Eloá Pimentel · Imagem: Source: www.metropoles.com

Segundo a defesa, declarações atribuídas ao acusado teriam sido obtidas mediante tortura e autoincriminação forçada. Também foram questionados o acesso ao celular apreendido e a forma como policiais entraram no imóvel onde ocorreu a abordagem.

Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia Pimentel
Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia Pimentel · Imagem: Source: www.metropoles.com

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Rota terá de entregar câmeras após réu do caso Pimentel alegar tortura
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As alegações constam em decisão disponibilizada pela Justiça na última quarta-feira (23/9). O processo tramita sob sigilo.

Câmeras e GPS da Rota

A Justiça rejeitou, por ora, o pedido da defesa para considerar ilícitas as provas obtidas contra Carlos. O magistrado entendeu que as circunstâncias precisam ser reconstruídas durante o processo, com a produção de provas e o depoimento de testemunhas e agentes públicos.

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Ao mesmo tempo, determinou que o Comando-Geral da PM e o 1º Batalhão de Polícia de Choque, a Rota, entreguem em até 15 dias a íntegra, sem alterações, das imagens das câmeras operacionais portáteis e das viaturas que participaram da diligência envolvendo Carlos. Também deverão ser apresentados os registros de GPS dos veículos policiais utilizados na ação.

A Corregedoria da PM terá o mesmo prazo para enviar informações atualizadas e cópias integrais de procedimentos e sindicâncias instaurados para investigar os supostos abusos funcionais. O próprio Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) registra que peças sobre os relatos de agressões já haviam sido encaminhadas anteriormente à Corregedoria para apuração.

Dados brutos do celular

A apuração não ficará restrita às imagens. O Instituto de Criminalística deverá entregar, em 20 dias, os dados brutos da extração forense feita no celular apreendido com Carlos, além dos logs de auditoria e do código hash original — espécie de assinatura digital que permite verificar a integridade do material extraído.

A defesa sustenta que teria ocorrido acesso ao aparelho antes da autorização judicial. A Justiça registrou que houve decisão autorizando a quebra do sigilo telemático, mas considerou que a hipótese de acesso anterior indevido também deverá ser examinada no decorrer do processo.

Seis denunciados

No início de setembro, a Justiça recebeu a denúncia contra seis acusados pelo atentado e manteve as prisões preventivas. Quatro deles estavam presos. São eles Carlos, Luis Altino da Silva, Luiz Henrique de Oliveira Nascimento e Marcos Vinicius Dias Machado.

Hércules da Costa Siqueira, o Golias, apontado como autor dos disparos, e Jeovane Junior da Silva, indicado como responsável pela escolta durante a fuga, seguiam foragidos até a publicação desta reportagem.

Pimentel foi baleado na cabeça em 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo. Segundo a acusação, o ataque teria sido precedido por semanas de monitoramento da rotina do tenente, com divisão de tarefas, veículos usados na logística e uma motocicleta com placa adulterada.

A possível motivação para o ataque ainda não foi publicamente divulgada tanto pela investigação da Polícia Civil como da PM.