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Quatro meses após parte do teto da biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) desabar, o prédio voltou a ser atingido por alagamentos. O problema foi informado pela própria biblioteca em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira, 14, na qual classificou a situação como “insustentável”.

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O Estadão entrou em contato com a Reitoria da USP e aguarda retorno.

Segundo a publicação, os novos alagamentos colocam em risco direto as coleções que haviam sido “cuidadosamente” transferidas para o 1º andar. A unidade afirmou que os últimos dias foram de exaustão, com funcionários dedicados a enxugar o chão, cobrir os acervos transferidos e tentar proteger o espaço diante das chuvas.

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Instituição afirma risco ‘irreparável’ de perda de parte do acervo após chuvas. Foto: Reprodução/@bibfeusp via Instagram
“A reabertura da biblioteca, tão aguardada e prevista para o final de outubro, torna-se agora completamente incerta. Estamos diante de uma corrida contra a deterioração do nosso patrimônio e da segurança de quem frequenta e trabalha no local”, afirmou a FEUSP. Segundo a publicação, “o que está em jogo vai muito além de um espaço físico”.
A direção da unidade afirmou ter procurado as autoridades competentes da USP em busca de soluções definitivas e pediu a mobilização da comunidade acadêmica. Sem uma intervenção imediata, afirmou, a instituição corre o risco “irreparável” de perder parte do acervo. “Estamos num momento de luto e luta dentro da biblioteca”, escreveu.
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Essa não é a primeira vez que a biblioteca é atingida por alagamentos. Em maio, quando parte do teto desabou, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) afirmou que o vazamento comprometeu parte do acervo. A água atingiu diferentes andares da biblioteca e danificou livros e outros materiais considerados importantes para a pesquisa da universidade.
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Ainda segundo o Sintusp, na época, servidores e trabalhadores da Faculdade de Educação se mobilizaram para tentar preservar o material atingido. Entre as medidas adotadas, eles colocaram papel-toalha entre as páginas dos livros para retirar a umidade e evitar a proliferação de fungos.
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