Vinicius Passarelli

Tabata Amaral é entrevistada no estúdio do Metrópoles
Tabata Amaral é entrevistada no estúdio do Metrópoles · Imagem: MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmelo

Deputada federal reeleita, Tabata Amaral pondera que decisão sobre nova disputa em SP depende do cenário político após eleição presidencial

Tabata mira 2028, mas diz que democracia vem antes da Prefeitura de SP
Tabata mira 2028, mas diz que democracia vem antes da Prefeitura de SP · Imagem: Source: www.metropoles.com

Vinicius Passarelli

21/10/2026 08:00

MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmelo

A deputada federal Tabata Amaral (PSB), reeleita para o terceiro mandato, afirma que pretende disputar novamente a Prefeitura de São Paulo, mas que a decisão depende do que acontecer com o Brasil nos próximos anos, diante do resultado do segundo turno da eleição presidencial.

Em entrevista à coluna, a parlamentar afirma que, se Lula for reeleito, haverá “tranquilidade” para continuar disputando projetos de país, “mais de centro, mais de direita, mais de esquerda”. Em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro, diz, “talvez a gente tenha que voltar algumas casinhas e voltar a defender o mínimo”.

“Eu e meu partido temos disposição de que eu dispute a prefeitura aqui em São Paulo”, declara. Em 2024, Tabata disputou a eleição municipal e alcançou 605 mil votos, ficando em quatro lugar, atrás de Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSol) e Pablo Marçal (PRTB).

“Não sei se eu vou estar nos próximos dois anos defendendo a democracia do Brasil. Ou, mesmo com o Lula eleito, trabalhando para que a gente não tenha um golpe de Estado”, pondera. A deputada diz que não está “inventando” o cenário, citando a tentativa de golpe de Estado atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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“Eu quero falar de soberania, eu quero falar de ciência e tecnologia, eu quero falar da prefeitura de São Paulo. Agora, tem questões anteriores que estão na mesa”, afirma.

Para a deputada, a disputa em torno de valores que considera básicos impede que ela discuta um projeto próprio para o país, citando como exemplos a defesa do SUS, da educação pública e do combate à violência contra a mulher.

“Eu queria estar num contexto em que eu pudesse falar: ‘olha, eu tenho um projeto mais de centro para o país. Eleitores, decidam o que é melhor”, disse. “Agora, quando eu estou lá tendo que dizer que mulher pode sim votar, que mulher não tem que ser violentada, não tem que ser humilhada, aí é difícil ter esses debates mesmo”.

Como paralelo, Tabata afirma que, durante o governo de Jair Bolsonaro, em seu primeiro mandato, passou a legislatura “dizendo o óbvio”. “Passei o mandato quebrando o pau, fazendo nota de repúdio, brigando, indo par a Justiça”, diz.

Derrota do centro e futuro do PSB

A avaliação de Tabata é de que o centro político “saiu muito enfraquecido” das urnas. Mesmo assim, diz acreditar que há espaço para uma saída “centrista”, por meio do seu partido, o PSB. Ela argumenta que a legenda foi, além do PT, o único do campo progressista a superar a cláusula de barreira.

A deputada cita nomes como João Campos, Simone Tebet e Geraldo Alckmin como quadros do PSB que poderiam liderar o projeto de partido e diz que o objetivo atual é “construir essa alternativa para o país”. “Quero estar no Executivo um dia, mas hoje o que mais me move é construir essa alternativa”, projeta.