Matheus Leitão

Com pouca resistência no Senado, ex-presidente da Casa seria saída para preencher vaga de Barroso ainda neste mandato

Matheus Leitão
12/10/2026 17:03
Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Vença ou perca o segundo turno para Flávio Bolsonaro, Lula terá uma pendência para resolver: a indicação de um novo ministro para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.
Rodrigo Pacheco é um nome capaz de facilitar essa tarefa. O ex-presidente do Senado tem pouquíssima resistência entre os colegas. A avaliação nos bastidores é que sua indicação passaria com facilidade.
Em caso de derrota, Lula poderia nomear mais um ministro para o Supremo antes de entregar a faixa presidencial a Flávio. A boa relação de Pacheco com os senadores abriria caminho para a aprovação ainda neste mandato.
Se conseguir virar a disputa e conquistar a reeleição, a escolha também seria uma solução. Lula já enfrenta um Senado resistente a suas indicações e terá uma composição ainda mais à direita a partir de 2027.
A rejeição de Jorge Messias, escolhido para substituir Barroso, mostrou o tamanho do problema. Foi a primeira vez desde 1894 que o Senado recusou uma indicação ao Supremo.
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Pacheco permitiria a Lula preencher a cadeira sem repetir o confronto que terminou na derrota de Messias. Com a indicação de Pacheco para o Supremo, ficaria aberta a vaga que ele ocupa no Tribunal de Contas da União. Nos bastidores, o nome de Davi Alcolumbre já é cotado para assumir a cadeira.
Se tivesse indicado antes, na visão de senadores, a relação de Lula com o Senado teria sido facilitada. Pautas, como o fim da escala 6×1, por exemplo, já teriam sido aprovadas e o presidente não teria enfrentado problemas com Davi Alcolumbre nos últimos meses. Aliás, alguns dizem que pode ser o nome certo até para destravar a crise na corte.


