A Estação Ecológica Acauã é uma estação ecológica operada pelo estado no estado de Minas Gerais, Brasil. É uma área estritamente protegida e fechada ao público, exceto para pesquisa e educação ambiental.
História A Estação Ecológica de Acauã foi criada pelo Decreto estadual no 16.580, de 23 de setembro de 1974, figurando entre as primeiras unidades dessa categoria instituídas em Minas Gerais; seus limites e seu enquadramento foram posteriormente revistos por atos de setembro e dezembro de 1994, no processo de adequação das unidades de conservação estaduais. Como unidade de conservação de proteção integral, soma-se ao conjunto de áreas voltadas à preservação da biodiversidade do Vale do Jequitinhonha.
Geografia A unidade ocupa cerca de 5.196 hectares nos municípios de Leme do Prado e Turmalina, na região do alto Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais. A área insere-se no domínio do Cerrado, em transição para a Mata Atlântica, sobre relevo associado à porção setentrional da Serra do Espinhaço. O clima regional é marcado por estação seca acentuada e chuvas concentradas no verão, e a unidade protege nascentes e cursos d'água que contribuem para a bacia do rio Jequitinhonha, em uma das porções do estado com menor cobertura de áreas protegidas.
Localização A reserva está localizada no bioma Cerrado e abrange 5 196 hectares (12 840 acres) nos municípios de Leme do Prado e Turmalina. Foi criada em 23 de setembro de 1974, modificada em 27 de setembro de 1994 e 30 de dezembro de 1994. Está situada na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
Ambiente A vegetação é de cerrado denso com transição para Mata Atlântica. A flora consiste em plantas de médio a grande porte. A fauna inclui tatu, lobo-guará, cutia, paca, cateto (Pecari tajacu), macaco-prego e jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris). Mais de 190 espécies de aves foram identificadas. Em abril de 2013, o Ministério Público e a Secretaria de Justiça de Minas Gerais acusaram o Instituto Florestal do Estado de descumprir a legislação ambiental. Havia problemas graves, como a falta de um plano de manejo, estruturas físicas e pessoal, e questões de posse de terras nas estações ecológicas de Mata do Acauã e Mata dos Ausentes e nos parques estaduais de Biribiri, Alto Cariri, Rio Preto e Serra Negra.
Objetivos e gestão De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), as estações ecológicas têm como objetivos a preservação integral da natureza e a realização de pesquisas científicas, sendo a visitação pública admitida apenas com finalidade educacional, nos termos da Lei federal no 9.985, de 2000. A Estação Ecológica de Acauã é administrada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e permanece fechada ao público em geral. A preservação de remanescentes de cerrado e de suas zonas de transição para a Mata Atlântica confere à estação relevância para a conservação da flora e da fauna do alto Vale do Jequitinhonha, incluindo espécies ameaçadas registradas na região. Apesar das restrições de acesso, a unidade sedia ações de educação ambiental, como dias de campo promovidos pelo IEF, voltados a estudantes e à comunidade do entorno. Ações do Ministério Público estadual, na década de 2010, apontaram deficiências de estruturação e a ausência de plano de manejo na unidade, situação então comum a outras áreas protegidas do estado.
Referências
Fontes