Walter Salles é um roteirista, produtor, e diretor de cinema brasileiro. Figura importante no Cinema de Retomada do cinema brasileiro, Salles construiu uma carreira cinematográfica marcada pela aclamação nacional e internacional. Seus filmes já lhe renderam um Oscar, um Globo de Ouro, dois BAFTAs, quatro Grande Otelos, além de inúmeras indicações e prêmios em festivais como em Cannes, Berlim, e Veneza. Seu primeiro longa-metragem, A Grande Arte, baseado no livro homônimo de Rubem Fonseca, foi bem recebido pela crítica nacional, com Salles tendo recebido os prêmios de Melhor Filme da crítica e do público no Festival Sesc Melhores Filmes, em São Paulo. Foi vencedor também de dois Troféus APCA, de Melhor Cinematografia, para José Roberto Eliezer, e Melhor Atriz Coadjuvante, para Giulia Gam. Ainda representou o Brasil no Oscar 1992, porém acabou por não constar na lista final dos indicados. Terra Estrangeira, seu próximo filme codirigido com Daniela Thomas, foi localmente aclamado pela crítica e um pequeno sucesso de bilheteria. O filme passou por mais de 40 festivais de cinema ao redor do mundo, incluindo uma passagem pelo Entrevues Internetional Film Festival, na França, onde recebeu a honraria de Melhor Filme Estrangeiro. Ainda recebeu inúmeros prêmios no primeiro Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro, incluindo nas categorias de Melhor Filme, Direção e Roteiro, e o troféu de Melhor Roteiro no Troféu APCA. Em seu filme posterior, de 1998, já chegou fazendo história. Central do Brasil foi selecionado para a competição principal do Festival de Cinema de Berlim, onde se tornou o primeiro filme brasileiro a receber a honraria máxima do festival, o Urso de Ouro. No festival, ainda foi agraciado com o Urso de Prata de Melhor Atriz e o Prêmio de Melhor Filme (júri ecumênico). Em sua passagens por premiações e festivais, Central do Brasil continuou fazendo história, tornando-se também o primeiro filme brasileiro a ganhar um BAFTA e um Globo de Ouro, na categoria de Filme Estrangeiro. Também um ano após a indicação de O Que é Isso Companheiro?, de Bruno Barreto, o filme de Salles foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Fez história marcando a primeira vez que uma atriz brasileira foi indicada ao Oscar, com Fernanda Montenegro sendo nomeada ao Oscar de Melhor Atriz. No mesmo ano que lançou Central do Brasil, lançou também O Primeiro Dia, repetindo a parceria com Thomas. Teve um considerável número de galardões, participando dos indicados oficiais do primeiro Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, onde Salles e Thomas se tornaram os primeiros diretores a receber a honraria de Melhor Direção da premiação. Em 2001, Abril Despedaçado continuou a jornada de Salles nas premiações internacionais, marcando também a primeira seleção dele no Festival de Cinema de Veneza, onde o filme competiu pelo Leão de Ouro. O longa também passou pelo BAFTA e Globo de Ouro, chegando a representar o Brasil no Oscar, apesar de não ter conseguido integrar na lista final de indicados a estatueta. Nessa mesma época, coproduziu o longa-metragem Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, que foi um sucesso estrondoso de crítica e público, quebrando recordes e virando o filme brasileiro mais indicado a premiação. Em 2004, Walter volta ao Oscar com Diários de Motocicleta, selecionado para a competição principal do Festival de Cinema de Cannes. Rendeu mais um BAFTA ao diretor, e, mesmo que estivesse inelegível ao Oscar de Filme Internacional, recebeu duas indicações na cerimônia, de Melhor Roteiro Adaptado, para José Rivera, e Melhor Canção Original para Jorge Drexler pela canção Al otro lado del río, vencendo o último. Nos próximos anos, seus filmes receberam prêmios e indicações modestas. Volta a competição pela Palma de Ouro de Cannes em 2008, com Linha de Passe, mais uma da parceria com Daniela Thomas. Em Cannes, recebeu a honraria de Melhor Atriz, para Sandra Corveloni. Na Estrada também competiu pela Palma de Ouro. Foi em 2024, com o filme Ainda Estou Aqui, que retorna as grandes premiações. Em sua estreia em Veneza, onde competiu pelo Leão de Ouro, foi aplaudido por dez minutos consecutivos pelo público, rendendo aclamação a atuação de Fernanda Torres, e recebendo a Osella de Ouro de Melhor Roteiro, o Troféu Green Drop, e o Troféu SIGNIS. Em 2025, Walter consegue seu Oscar - o primeiro brasileiro - na categoria Filme Internacional, com indicações também a Melhor Atriz, para Torres, e Melhor Filme, para os produtores Maria Carlota Bruno e Rodrigo Teixeira, marcando-se na história como o primeiro filme brasileiro a ser indicado na última categoria. No mesmo ano, recebeu o Luminary Award da Museu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, “concedido a um artista cujas contribuições singulares expandiram as possibilidades criativas do cinema”.

Principais cerimônias

Oscar

Globo de Ouro

BAFTA

Critics' Choice

Grande Otelo

César

Festival de Cinema de Berlim

Festival de Cinema de Veneza

Festival de Cinema de Cannes

Notas e referências

Notas

Referências